Quando sair de casa para estudar, trabalhar e viver o
cotidiano se torna um desafio e um constante dissabor
Anne Guimarães
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| Imagem de um infeliz cotidiano em Natal (Foto: divulgação) |
A população está entregue aos bandidos e
qualquer profissional desse setor vive cada vez mais traumatizado, tendo que
ganhar o pão de cada dia na incerteza da sua integridade física, situação que
já ultrapassou os limites da tolerância da sociedade civil, que infelizmente está
de mãos atadas diante desse grave problema.
Polícias militar e civil e
Governo do Estado parecem ter fechado os olhos para a situação, porque a cada ano a situação só se agrava e quem
paga o preço é o cidadão trabalhador, estudante ou a dona de casa, todos que
utilizam os transportes diariamente e ficam à margem diante de tanto abandono.
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Ônibus assaltado na linha Natal - Parnamrim. (Foto: divulgação)
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Nos ônibus de Parnamirim, a cena
não é distinta da capital, pois o número de crimes também é assustador. Somente
de janeiro a setembro foram 67 assaltos, especialmente nas linhas C e J. A
primeira faz o percurso Parnamirim - Campus da UFRN, em Natal.
José (nome fictício, pois prefere
não ser identificado) é motorista de ônibus e está afastado do trabalho, com
depressão e síndrome do pânico por ter presenciado
seis assaltos esse ano. Ao se lembrar de cada caso, declara que ficou
horrorizado com a frieza dos bandidos e indignado com os riscos que corre na
profissão. Quando retornar à empresa, após tratamento médico, almeja pedir
transferência para uma linha com percurso diferente, na esperança de não passar
mais vezes pela mesma situação.
Outra testemunha dos crimes
aos transportes coletivos é a estudante de Farmácia Heloísa Lima, 21. No ano
passado, usando um transporte na cidade de Parnamirim, a jovem foi assaltada juntamente
com 20 pessoas numa van que fazia a linha Interbairros. A estudante diz que
ficou meses sem utilizar a linha de transporte e que teve sua vida muito
prejudicada após o estresse.


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