sábado, 22 de novembro de 2014

Mutirão contra o câncer de mama supera expectativas

Mais de 1300 mulheres foram atendidas no evento que fechou o “outubro rosa”

Rafael Pinheiro

Fila para atendimento do mutirão (Foto: Rafael Pinheiro)


Um mutirão de mama realizado na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) atendeu mais de mil e trezentas mulheres durante todo o dia 30 de Outubro. A campanha nacional “Eu amo meus peitos”, promovida pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), foi preponderante na decisão da concretização do evento.

O balanço geral da efetividade do episódio inédito no estado do Rio Grande do Norte foi positivo. Essa é a conclusão da gerência administrativa da instituição. Segundo o diretor da maternidade, Kleber Morais, depois de passados dez dias do ocorrido, a principal finalidade foi alcançada - uma vez que a conscientização do diagnóstico precoce foi semeada, mesmo nas mulheres que não sentiram-se satisfeitas com o atendimento. Na ocasião, além das consultas, foram realizadas 50 mamografias e 150 ultrassonografias.

Atendimento

Maternidade Escola Januário Cicco (Foto: Arquivo da MEJC)
Germânia Soares de Oliveira, 44, realiza tratamento na maternidade no Centro de Reprodução Assistida (CRA) há um ano. Germânia esteve presente no dia 30, e discorda da análise da direção da MEJC. “O atendimento na reprodução é muito bom, mas ninguém gostou do dia da mama. Cheguei na fila ainda era noite, e fui atendida só às quatro horas”, afirma a paciente. O descontentamento com a estrutura montada no local foi a tônica da maioria das reclamações. Uma das possibilidades sugeridas seria a amplitude dos dias de atendimento, uma vez que a campanha “Outubro Rosa” abrange todo o décimo mês de cada ano. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Insegurança nos transportes públicos da Grande Natal

Quando sair de casa para estudar, trabalhar e viver o cotidiano se torna um desafio e um constante dissabor


Anne Guimarães

Imagem de um infeliz cotidiano em Natal (Foto: divulgação)
Não é de hoje que sabemos o quanto se tornou perigoso usar os ônibus na Grande Natal. Em 2014, de janeiro até agosto, foram contabilizados na capital potiguar 529 ocorrências de assaltos contra passageiros e motoristas, segundo dados do Sindicato dos Rodoviários do Rio Grande do Norte.

 A população está entregue aos bandidos e qualquer profissional desse setor vive cada vez mais traumatizado, tendo que ganhar o pão de cada dia na incerteza da sua integridade física, situação que já ultrapassou os limites da tolerância da sociedade civil, que infelizmente está de mãos atadas diante desse grave problema.
Polícias militar e civil e Governo do Estado parecem ter fechado os olhos para a situação, porque a cada ano a situação só se agrava e quem paga o preço é o cidadão trabalhador, estudante ou a dona de casa, todos que utilizam os transportes diariamente e ficam à margem diante de tanto abandono. 
Ônibus  assaltado na linha Natal - Parnamrim. (Foto: divulgação)

Nos ônibus de Parnamirim, a cena não é distinta da capital, pois o número de crimes também é assustador. Somente de janeiro a setembro foram 67 assaltos, especialmente nas linhas C e J. A primeira faz o percurso Parnamirim - Campus da UFRN, em Natal.
José (nome fictício, pois prefere não ser identificado) é motorista de ônibus e está afastado do trabalho, com depressão e síndrome do pânico por ter presenciado seis assaltos esse ano. Ao se lembrar de cada caso, declara que ficou horrorizado com a frieza dos bandidos e indignado com os riscos que corre na profissão. Quando retornar à empresa, após tratamento médico, almeja pedir transferência para uma linha com percurso diferente, na esperança de não passar mais vezes pela mesma situação.
Outra testemunha dos crimes aos transportes coletivos é a estudante de Farmácia Heloísa Lima, 21. No ano passado, usando um transporte na cidade de Parnamirim, a jovem foi assaltada juntamente com 20 pessoas numa van que fazia a linha Interbairros. A estudante diz que ficou meses sem utilizar a linha de transporte e que teve sua vida muito prejudicada após o estresse.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Ex-chefe de cozinha faz sucesso com cachorro-quente "gourmet" na UFRN

O natalense Edivaldo de Sena tem chamado atenção com iguaria trazida de São Paulo que mudou os rumos de sua vida profissional


Paula Viana


Edivaldo apostou em um conceito inovador de lanches / 
Foto: Paula Viana 
 Edivaldo Sena, 46, tem 26 anos dedicados à cozinha. Por volta dos 16 anos, ele decidiu tentar a vida em São Paulo. E foi lá que ele começou a trabalhar numa das maiores redes de fast food do mundo.  Não demorou muito para rumar para cozinhas de restaurantes mais refinados, até chegar aos grandes buffets da capital paulista, onde, segundo o cozinheiro, chegava-se a cobrar 370 dólares por pessoa. 

Nos tempos dourados, ele chegou a ganhar mais de dez mil reais por mês. No entanto, a rotina intensa de 18 horas de trabalho fez o chef desejar o retorno para sua terra. "Voltei em busca de qualidade de vida. Sabia que ia ganhar menos dinheiro, mas queria paz", afirma.

Em 2009, o cozinheiro voltou para Natal e começou a trabalhar em hotéis de renome. Apesar de ganhar bem, Edivaldo não estava feliz. Queria abrir seu próprio negócio. Foi aí que ele foi deixar sua enteada, estudante de letras da UFRN, no setor de aulas II. A primeira coisa que Edvaldo percebeu foi a grande praça de alimentação informal alojada no corredor principal. Como o setor não tem uma cantina oficial, o espaço se tornou propício à venda de todo tipo de lanche. "Eu notei logo que faltava cachorro-quente por aqui, mas eu não queria vender qualquer coisa. Foi quando tive a ideia do cachorro-quente gourmet, nos moldes de São Paulo", relembra.

Foto: Paula Viana
O cachorro-quente de Edvaldo é uma refeição. Com ingredientes distribuídos horizontalmente sobre o pão, o sanduíche leva purê de batata, salsicha de frango, catupiry, vinagrete, azeitonas, milho, ervilha,batata-palha, os tradicionais ketchup e maionese e até molho barbecue. 

A ideia inovadora tem agradado os estudantes. "É muito bom e o preço vale muito a pena! Como aqui sempre que posso", avalia o estudante de História Dickson Melo. Já o aluno Dário Dromedário, do curso de Geografia, provou a iguaria pela primeira vez e já saiu rasgando elogios: "É um sucesso! Ele está usando o método Fordista na distribuição do sanduíche e trabalhando com a curiosidade das pessoas com essa novidade! Adorei!". Os estudantes costumam fazer fila para provar do cachorro-quente gourmet.

O sanduíche custa 5 reais e dá direito a um copo de refrigerante ou suco.
Edivaldo não quer revelar os valores, mas garante que está ganhando mais que no último hotel em que trabalhou: "Também estou trabalhando mais, mas estou mais feliz, pois sou dono do meu próprio negócio", finaliza. 

Engarrafamentos são constantes em Natal

O natalense vive um drama diário para se deslocar entre os principais pontos da capital potiguar


Sanderson Cássio

De acordo com pesquisa publicada pelo portal G1 em março de 2014, Natal figura entre uma das capitais brasileiras com maior número de veículos por habitantes. E este número tende a aumentar.
Até junho desse ano, os motivos de engarrafamentos diários eram as obras de mobilidade urbana devido à realização da Copa do Mundo, mas hoje os engarrafamentos são constantes e a qualquer hora do dia, mesmo após o término das referidas obras, o que mostra uma “superpopulação de carros” na capital.

Av. Senador Salgado Filho engarrafada por volta das 15h / Foto: Sanderson Cássio
                      
Dentre os principais pontos afetados pela lentidão no trânsito, destacam-se, principalmente no início da manhã e final da tarde, a Av. Tomaz Landim (sentido centro e zona Norte) e a Av. Senador Salgado Filho (sentido centro e Parnamirim). Essas avenidas figuram como uns dos principais pontos de escoamento da capital.
Em dias de chuva, devido aos alagamentos em algumas das principais avenidas da cidade, os problemas se agravam e o trânsito se torna ainda mais lento do que o normal.

Além de ter novos projetos para a fluidez do trânsito, a Prefeitura coloca diariamente à disposição os chamados “amarelinhos” – agentes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB) –, presentes nas principais intercessões das grandes avenidas da cidade e que fazem uma importante função ao alertar os motoristas sobre as ruas mais acessíveis ou até mesmo fazendo o papel dos semáforos.

I MOSTRA PET: Descobrindo um pouco mais

Yasmin Farias


   O que é um PET? Essa foi à pergunta que a I Mostra PET respondeu durante os dias 28 e 29 de agosto de 2014 no setor II da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A necessidade do evento ocorreu devido a falta de conhecimento da função dos Programas de Educação Tutorial para os cursos de graduação, embora os PETs desenvolvam atividades constantemente.

Divulgação
   A I Mostra PET – Programa de Educação Tutorial –, contou com a presença dos Programas de geografia, filosofia e ciências sociais, cada qual com seus devidos temas, mas todos com a função de não deixar nenhuma dúvida sobre do que trata o programa. O PET visa promover atividades de ensino, pesquisa e extensão com o intuito de sempre melhorar a graduação.
  O Programa de Educação Tutorial foi oficialmente instituído pela Lei 11.180/2005 e regulamentado pelas Portarias nº 3.385/2005, nº 1.632/2006 e nº 1.046/2007. A regulamentação do PET determina como o programa deve ser organizado, qual a constituição administrativa e acadêmica, além de formar as normas e a periodicidade do método de avaliação nacional dos grupos.
  A Portaria 976/2010 causou inovações na composição do PET como, por exemplo, a flexibilização e dinamização da estrutura dos grupos, a aproximação com a estrutura acadêmica da universidade, a definição de tempo máximo de exercício da tutoria e a definição de estruturas internas de gestão do PET.

Divulgação


 De acordo com bolsistas que participam dos PETs, é fundamental a relação fora da sala de aula por meio do programa. As atividades realizadas pelo PET estão filosoficamente baseadas na indissociabilidade da tríade ensino, pesquisa e extensão, promovendo mini-cursos, atividades de extensões, participação e organizações de eventos, além de pesquisas coletivas e individuais.
  O fato de o programa ser pouco conhecido não está relacionado com a falta de atividades promovidas pelos PETs, mas pela falta de recursos na divulgação ou até a falta de interesse dos próprios alunos graduandos, já que programas e atividades não faltam nos PETs.

Links úteis:
https://www.facebook.com/mostrapetufrn2014